Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
  Notícias sobre Saúde  
     
     
 

Cirurgia de próstata realizada com robô causa mais impotência

 
     
     
 

Homens que fizeram cirurgia minimamente invasiva para a retirada da próstata (por laparoscopia ou por robôs) relatam mais problemas de disfunção erétil e incontinência urinária do que aqueles submetidos à cirurgia convencional (aberta). A vantagem é que os primeiros ficam menos tempo no hospital e perdem menos sangue.

Pênis é tema de metade das queixas de garotos
Botox é testado em próstata, para emagrecer e largar fumo
Enxerto para pênis torto é testado no Brasil
Ejaculação diária eleva qualidade de esperma
EUA estudam implantar circuncisão contra Aids

A conclusão é de um estudo publicado ontem no "Jama" (jornal da Associação Médica Americana), um dos maiores a comparar a eficácia das duas técnicas cirúrgicas e a questionar a suposta superioridade das cirurgias robóticas. No Brasil, três hospitais de São Paulo (Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz) realizam cirurgias de próstata com robôs.

Entre as opções cirúrgicas, é a mais cara. Uma prostatectomia robótica custa R$ 20 mil, em média. A mesma cirurgia, por via laparoscópica convencional, sai por R$ 16 mil e, por via aberta, R$ 12 mil.

 
     
  Editoria de Arte/Folha Imagem  
     
 

O estudo avaliou procedimentos feitos entre 2003 e 2007 pelo Medicare (serviço de saúde para idosos, provido pelo governo dos Estados Unidos). Foram 1.938 cirurgias abertas contra 6.899 procedimentos minimamente invasivos.

No grupo que fez a cirurgia aberta, as taxas de incontinência urinária e de disfunção erétil foram de 12% e 19%, respectivamente. Já entre os que fizeram as cirurgias minimamente invasivas, os índices desses problemas foram de 16% e 27%. Eles também tiveram o dobro de complicações genitourinárias (4,7% contra 2,1%).

Para o urologista Miguel Srougi, professor titular da USP e cirurgião do Hospital Oswaldo Cruz, os problemas podem ser causados tanto por falta de experiência do cirurgião -que pode lesionar vasos, nervos e músculos durante a cirurgia- quanto por características do paciente (idade avançada, anatomia e gravidade da doença, por exemplo).

"O estudo serve de alerta para as pessoas. Elas precisam questionar o cirurgião sobre a eficácia das novas tecnologias. Nem tudo que reluz é ouro", diz o oncologista Auro Del Giglio, coordenador de oncologia do hospital Albert Einstein.

Ryan Rhodes, diretor de marketing da Intuitive Surgical, fabricante dos robôs Da Vinci (os que estão em operação no Brasil), contesta os resultados da pesquisa norte-americana e diz que há mais de 800 estudos demonstrando a eficácia da cirurgia com robôs.

Para ele, a desvantagem demonstrada no estudo pode ser em razão de não terem sido separadas as operações robóticas das laparoscópicas. Nos EUA, 80% das cirurgias minimamente invasivas de próstata são realizadas com os robôs.

Para o médico Marco Arap, da divisão de urologia do Sírio-Libanês e do Hospital das Clínicas de São Paulo, é muito difícil dizer que uma técnica é superior a outra porque há muitas variáveis a serem consideradas nesse tipo de avaliação.

"É preciso considerar a idade do paciente, as condições clínicas, a gravidade da doença, o lugar onde está sendo feita a cirurgia etc. Instituições de grande movimento tendem a ter resultados melhores, por exemplo", afirma Arap.

Segundo ele, a experiência de pouco mais de um ano do Sírio-Libanês com a cirurgia robótica é "muito boa". "Tanto do ponto de vista de incontinência quanto de impotência, nossos resultados são iguais ou até superiores aos da cirurgia tradicional. Sem contar o fato de ser menos invasiva, apresentar menos sangramento, entre outros."

Outra variável que pode ter influenciado no resultado da pesquisa, segundo Del Giglio, do Albert Einstein, é a curva de aprendizado do cirurgião. Por se tratar de uma técnica mais nova, há menos profissionais experientes -o que pode levar a um maior índice de erros.

Ao menos dois estudos apontaram outra desvantagem da prostatectomia robótica: a reincidência do câncer de próstata seria três vezes maior em relação à operação aberta e o índice de descontentamento do paciente, quatro vezes maior. "O que tem mais valor é a experiência, não a técnica. Os estudos acabam com o mito da robótica", afirma Srougi.

 
     
  da Folha Online  
     
  Ler mais Notícias sobre Saúde