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  Notícias sobre Saúde  
     
     
  Criança que ronca e sofre apneia rende menos na escola  
     
 

Crianças que roncam ou que sofrem apneia do sono (interrupções da respiração) apresentam menor rendimento escolar e alterações na memória e atenção, aponta estudo do Ambulatório de Otorrinolaringologia Pediátrica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) apresentado no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia Pediátrica.

Estima-se que de 15% a 28% das crianças com até 10 anos respirem pela boca e ronquem. E acredita-se que de 1% a 3% delas também tenham apneia.

A pesquisa dividiu 81 crianças de 6 a 12 anos que respiram pela boca em três grupos: as que roncam, as que têm apneia e o grupo controle. Todas fizeram polissonografia.

Depois, essas crianças responderam a uma prova de aprendizagem que avaliou a memória imediata, a susceptibilidade a interferências e a memória de reconhecimento.

Os resultados mostram que o grupo que ronca e que tem apneia do sono apresentou resultados muito piores de aprendizagem e de memória.

 
     
     
 

Segundo o otorrinolaringologista Luc Weckx, um dos autores do estudo, isso significa que a memória imediata e o nível de atenção estão prejudicados nas crianças com distúrbios do sono. "Esse prejuízo pode estar relacionado não só à diminuição do oxigênio no sangue por causa da interrupção da respiração, mas também ao maior número de despertares noturnos, com consequente fragmentação do sono", diz.

As três principais causas de ronco e apneia em crianças são rinite alérgica (inchaço dos cornetos nasais e entupimento das vias aéreas), crescimento da adenoide (carne esponjosa na parte de trás do nariz) e aumento das amígdalas.

Segundo o pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, diretor do Laboratório do Sono do InCor (Instituto do Coração de São Paulo), o crescimento da adenoide e das amígdalas normalmente acontece junto e provoca um estreitamento da garganta, dificultando a passagem do ar e causando o ronco.

Nesse caso, o tratamento inclui a retirada cirúrgica da adenoide e das amígdalas. "Quanto mais cedo a criança fizer a cirurgia, melhor", diz. Quando há rinite, usa-se medicamentos.

O otorrinolaringologista Michel Cahali, professor colaborador da Universidade de São Paulo, concorda. "O índice de resolutividade da cirurgia é grande. O ronco infantil é facilmente tratado e pelo menos 90% dos casos são resolvidos."

Se a criança continuar dormindo de boca aberta e respirando pela boca, o ronco pode persistir. Mas sessões de fonoaudiologia ensinam a criança a respirar corretamente.

Alerta aos pais

Para Luc Weckx, quando a criança apresenta problemas na escola, vários fatores devem ser avaliados, incluindo a qualidade do sono. "Depois de descartar problemas auditivos, de visão, neurológicos ou psicológicos, o pediatra deve avaliar se a criança respira pela boca e se está dormindo bem", afirma.

Segundo Cahali, o problema é bastante comum e muitas vezes passa despercebido pelos pais. "Os pais precisam observar o sono da criança, que deve seguir um ritmo natural. Se ele não tiver uma sequência, a criança ficará cansada, irritada e inquieta durante o dia. Isso afetará o rendimento escolar."

 
     
     
 

FERNANDA BASSETTE

 
  da Folha de S.Paulo  
   
   
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