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  Notícias sobre Saúde  
     
     
  USP testa células-tronco contra síndrome que causa cegueira  
     
 

O professor Marco Antônio Lorenzon, 33, o advogado Rodrigo Toledo, 34, e a estudante Fernanda Fernandes, 22, portadores de retinose pigmentar, uma doença degenerativa que causa cegueira total, ganharam da ciência um motivo para ter a esperança de voltar a enxergar.

Os três são os primeiros voluntários do país em um tratamento experimental que usa implante de células-tronco adultas para regenerar as células mortas pela doença. O método foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores ligados ao Departamento de Oftalmologia do Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto. Ainda não se sabe se funcionará, nem quando estará disponível.

A aplicação em humanos foi autorizada há 15 dias pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), depois de testes positivos em camundongos e coelhos. Mais duas pessoas receberão ainda o implante. Todos os cinco pacientes serão monitorados por um ano.

Em princípio, o tratamento só atende pacientes com retinose pigmentar, doença hereditária que causa a perda gradual da visão. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontam que cerca de 40 mil pessoas sofrem com a doença no país (1 em 5.000).

"Escolhemos a retinose porque não há qualquer tratamento eficaz comprovado contra ela. Caso haja sucesso, o tratamento com células-tronco poderá ser aplicado também no combate a outras doenças de fundo de olho, como a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade", afirmou o oftalmologista Rubens Siqueira, de São José do Rio Preto, que fez os implantes das células, em cooperação com os pesquisadores do HC.

Apesar de não terem passado pelo primeiro exame pós-operatório detalhado, os três pacientes já submetidos ao tratamento passam bem. Antes do procedimento, eles assinaram termo de responsabilidade por efeitos colaterais, que podem incluir infecção e a perda total do globo ocular.

Fernandes, de Birigui (noroeste paulista), foi a primeira voluntária. No último dia 6, após anestesia local, ela teve injetadas em seus olhos as células-tronco que haviam sido retiradas dela mesma para evitar a rejeição. Depois de 12 dias, acima de todas as expectativas, ela relatou mais claridade na visão e conseguiu identificar a letra "E" impressa em um papel a 20 centímetros de seus olhos.

"Foram 18 anos de tratamento e nunca tive expectativa tão grande de recuperação", disse Fernandes, que já se tratou em Belo Horizonte e em Cuba.

Toledo e Lorenzon foram submetidos à cirurgia em Rio Preto há seis dias e também notaram pequenas diferenças na percepção de luz.

"Me parece que a claridade incide mais. Conversei com os outros pacientes e posso dizer que estamos todos muito empolgados", disse Lorenzon, professor aposentado, que sonha em voltar a tocar violão e tirar carteira de motorista.

Os três têm menos de 10% da visão e apresentaram os primeiros sinais da doença ainda crianças, entre 4 e 6 anos. No caso dos homens, a degeneração na retina comprometeu a visão periférica. A estudante tem o caso mais drástico.

 
     
     
 

ROBERTO MADUREIRA
da Folha Ribeirão

 
   
   
   
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