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  Notícias sobre Saúde  
     
     
  Só 1 em cada 5 cardiopatas flagra doença em check-up  
     
 

Apenas 19% dos portadores de doenças cardíacas descobrem que têm o problema durante exames de rotina antes de os sintomas aparecerem -normalmente, em situações extremas como o infarto.

Isso é o que comprovou um levantamento feito por pesquisadores do Northwest Cardiovascular Institute (EUA) com mais de 13 mil pessoas (homens e mulheres com mais de 65 anos), publicado na edição de maio do "International Journal of Clinical Practice".

Entre os entrevistados que apresentavam problemas cardiovasculares (como angina, insuficiência cardíaca ou que haviam sido submetidos a procedimentos como angioplastia ou ponte de safena), quase a metade (48%) só identificou sua condição ao sofrer sintomas como dores fortes ou mesmo um ataque cardíaco.

Cerca de 15% descobriram o problema durante o tratamento de outras doenças, em consultas com endocrinologistas ou neurologistas, por exemplo.

No caso dos diabéticos, grupo considerado de alto risco para doenças cardiovasculares porque a taxa elevada de glicose no sangue predispõe a infartos e derrames, 54% dos entrevistados foram diagnosticados após sintomas e 22% enquanto tratavam outra doença.

Normalmente, a doença cardiovascular é assintomática. Quando os primeiros sinais surgem, o problema já está em estágio avançado.

Justamente pela falta de sintomas, a primeira estratégia para detectar quem tem riscos de adoecer é avaliar a presença de fatores de risco (tabagismo, hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes, obesidade e sedentarismo), além do histórico familiar.

Mas os especialistas concordam que a maior parte das pessoas não conhece bem esses fatores e não costuma se submeter a exames de rotina. "Os efeitos só vão aparecer tardiamente", diz Marcus Bolívar Malachias, diretor clínico do Instituto de Hipertensão Arterial de Minas Gerais.

"O problema é que o fato de não sentir nada não significa que a pessoa não tenha nada", afirma José Carlos Nicolau, diretor da unidade clínica de coronariopatia aguda do Instituto do Coração, em São Paulo.

Situação pior

"No Brasil a situação deve ser pior", estima o cardiologista Carlos Scherr, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. "Há muita desinformação, as pessoas confundem os sintomas com outras doenças e muitos médicos não sabem diagnosticar direito", diz ele.

De modo geral, pessoas que não têm nenhum fator de risco nem histórico familiar devem fazer uma avaliação anual a partir dos 55 anos no caso dos homens e dos 60, nas mulheres. Alguns médicos acreditam que o acompanhamento deva ser ainda mais cedo. "Recomendo check-ups anuais a partir dos 40 ou 50 anos", diz Nicolau.

Quando há na família algum parente que sofreu um infarto ou morte súbita antes dos 55 anos (em homens) ou dos 65 (no caso das mulheres), o ideal seria começar um programa de prevenção ainda na infância.

"Nesses casos, desde os três anos de idade a criança deveria ser estimulada a ter uma alimentação adequada, praticar atividade física e controlar o peso", diz Scherr.

Essas pessoas também precisam monitorar mais cuidadosamente a pressão sanguínea e os níveis de colesterol.

Hábitos saudáveis

A adoção de hábitos saudáveis como não fumar, controlar o peso e praticar atividade física regularmente deveria ser regra, independentemente da presença de fatores de risco e de histórico familiar. "Mudar a realidade envolve conscientização e educação, pois mesmo nas classes mais altas há muita desinformação", diz Marcos Knobel, coordenador da Unidade Coronariana do hospital Albert Einstein, em São Paulo.

As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no mundo. No Brasil, matam 300 mil pessoas a cada ano.

 
     
     
 

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo

 
   
   
   
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