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  Notícias sobre Saúde  
     
     
  USP vai treinar hospitais públicos para usar dor como quinto sinal vital  
     
     
 

A terapeuta ocupacional Iracema Vergotti Ferrigno alerta para o uso inadequado de órteses de punho para prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao uso excessivo de computador. Ela realizou pesquisa de doutorado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) em indivíduos saudáveis e observou o comportamento muscular e o grau de alteração na atividade eletromiográfica, que se traduz pelo nível de contração do músculo.

Os resultados com o uso de órteses mostraram que houve aumento da contração dos músculos da região do pescoço, no trapézio. Não ocorreu o repouso esperado no antebraço e na região do músculo extensor ulnar do carpo. Por outro lado, houve aumento da atividade do músculo flexor superficial dos dedos, que é a musculatura responsável pela estabilidade do punho e movimentos dos dedos.

O estudo apontou a necessidade de um monitoramento e treinamento de pacientes que recebem a indicação de uso de órteses, com o intuito de verificar se os efeitos positivos estão realmente ocorrendo no tratamento das lesões. “Não se trata de negar a eficiência das órteses na terapia da mão, pois ela é importante tanto nos tratamentos conservadores quanto no pré-cirúrgico, mas sim de chamar a atenção para o uso mais qualificado”, argumenta. Outra sugestão do estudo é a necessidade de critérios rigorosos para a escolha e indicação das órteses funcionais, especialmente para aqueles que frequentemente usam o computador. Isto porque existe uma variedade de modelos disponíveis no mercado e a automedicação tem encontrado cada vez mais adeptos. Iracema enfatiza que o uso deve ser prescrito por um especialista.

Com a massificação dos computadores, explica a terapeuta, passou a ser recorrente o aparecimento de problemas musculares, principalmente nas regiões das mãos e pescoço. Na sua prática clínica de muitos anos com cirurgiões de mão, a pesquisadora percebia um grande número de pessoas com disfunções musculares no membro superior alterados pela prática de digitação. “Além da experiência clínica, leciono conteúdo sobre órteses na Universidade Federal de São Carlos, o que me estimulou a aprofundar o conhecimento sobre esse recurso terapêutico e favoreceu o embasamento para o desenvolvimento de uma pesquisa cujo resultado pode beneficiar e aprimorar a atuação prática dos profissionais”, ressalta.

A avaliação dos resultados consta do estudo orientado pelo professor Alberto Cliquet Júnior. Foi feita com 23 estudantes universitários, com idade entre 18 e 26 anos, e a proposta foi a realização de tarefas padronizadas de digitação e uso do mouse com dois tipos de órteses de punho – a de termoplástico e pré-fabricada em tecido. Foram feitos ainda testes sem o uso das órteses. A simulação foi realizada dentro das configurações de teclado e mouse utilizados normalmente em laboratórios de universidades e escritórios para que os resultados fossem bem próximos da realidade encontrada.

Segundo Iracema, os investimentos em móveis adequados ocorre ainda de forma tímida. Os modelos de equipamentos atendem apenas algumas das necessidades e as iniciativas de programas ergométricos nas empresas são pontuais e pouco disseminadas. No âmbito governamental existem normas técnicas para orientação que ajudam a estabelecer parâmetros para a prevenção dos distúrbios. A questão, no entanto, é que o uso de computadores tem se alastrado de maneira rápida e não na mesma proporção das pesquisas na área.

A informatização tem papel importante nas conquistas alcançadas na atualidade como meio de comunicação e de trabalho. Neste sentido, o número de pessoas acometidas pelas lesões de esforços repetitivos no membro superior pode ser cada vez maior. Para a prevenção desses agravos, é importante que se façam investigações científicas em relação às tarefas, aos sujeitos, aos modelos de órteses, dentre outros aspectos”, afirma.

 
   
 

Texto: Raquel do Carmo Santos
Fonte: Jornal da Unicamp

   
  Publicado em: 23/04/2009
   
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