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  Notícias sobre Saúde  
     
     
 

Um em cada oito derrames apresenta sinal de alerta

 
     
 

Um em cada oito AVCs (acidentes vasculares cerebrais) do tipo isquêmico (em que há obstrução dos vasos) é precedido por uma espécie de alerta, chamado de acidente isquêmico transitório. Essa é a conclusão de uma pesquisa canadense da Universidade de Western Ontario, publicada na última edição do periódico "Neurology".

Segundo os autores do estudo, o conhecimento desses sinais pode ajudar a evitar muitos derrames --com uso de remédios ou com cirurgia.

O acidente vascular isquêmico é o tipo mais comum de derrame (80% dos casos). Os demais são do tipo hemorrágico (em que o vaso se rompe e que não há sinais prévios).

"A novidade do estudo é quantificar os pacientes que apresentam esses sinais", avalia o neurologista Eduardo Mutarelli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segundo ele, os especialistas sabem que vários pacientes têm sintomas anteriores ao AVC. "Tanto que, nos Estados Unidos e em países da Europa, esse ataque isquêmico transitório é considerado urgência médica", diz ele.

Para chegar aos resultados, os autores avaliaram todos os pacientes diagnosticados com derrame ao longo de quatro anos em todos os hospitais de Ontário. Dos mais de 16.400 pacientes monitorados, 2.032 (12,4% da amostra) haviam tido um acidente isquêmico transitório antes do AVC que os levou ao atendimento de emergência.

Os ataques transitórios --também chamados "miniderrames"- foram mais comuns em idosos e em portadores de problemas cardiovasculares, diabetes ou hipertensão.

Sintomas similares

Os sintomas dos acidentes isquêmicos transitórios são similares aos do AVC, mas têm intensidade menor e costumam durar menos de 24 horas.

O paciente pode apresentar, principalmente, dormência ou fraqueza no rosto, no braço ou na perna (especialmente apenas de um lado do corpo) e dificuldades na fala. A maioria se resolve em uma ou duas horas e desaparece espontaneamente.

Os "miniderrames" acontecem quando partes de algum coágulo (ou trombo), principalmente os localizados na carótida, se soltam e entopem vasos menores do cérebro.

Nesses casos, os pequenos pedaços acabam sendo reabsorvidos e as áreas vizinhas dão conta de irrigar a região afetada. Por isso, os sintomas desaparecem rapidamente e não há danos permanentes.

No entanto, como continua presente --e, muitas vezes, aumenta de tamanho--, o coágulo original pode entupir completamente o vaso sanguíneo dentro de poucos dias ou semanas. O derrame grave provoca lesões definitivas no cérebro, deixa sequelas físicas e cognitivas, e pode levar à morte.

Segundo a pesquisa canadense, os pacientes sem o derrame transitório tiveram mais chance de ter um AVC mais grave e de morrer no hospital (15,2% contra 12,7% dos demais). Também precisaram de mais serviços de reabilitação.

Desconhecimento

Segundo o neurologista Benito Damasceno, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os sintomas do ataque isquêmico transitório (como perda de força nos membros e alterações na fala) acabam sendo ignorados.

"As pessoas nem imaginam que isso pode ser sinal de derrame", diz. Sinais mais preocupantes, como confusão mental, também podem deixar de ser associados ao AVC. "Muitas vezes, os próprios médicos não reconhecem esses sintomas", diz Mutarelli.

Estudos anteriores sugerem que mais de 80% dos AVCs que ocorrem depois de um sinal de alerta podem ser evitados.

Nesses casos, a pessoa deve procurar um médico imediatamente para identificar as causas da obstrução e saber onde ela está localizada. Para evitar o derrame, são usados anticoagulantes ou pode ser feita uma cirurgia para colocação de stent (tipo de rede) para desobstruir o vaso comprometido.

Hemorrágico

Os tipos mais comuns de AVC hemorrágico, que não costuma dar sinais de alerta, são relacionados à hipertensão. Nesses casos, o esforço físico ou um forte impacto emocional dispara a pressão arterial, que leva à ruptura de artérias.

Em apenas 5% dos casos, a causa é a ruptura de um aneurisma cerebral (dilatação anômala das artérias). Esse tipo é mais frequente em jovens, entre 30 e 50 anos.

Para evitar os derrames é essencial manter hábitos saudáveis de vida, controlar rigorosamente a pressão arterial, reduzir o estresse e manter as taxas de colesterol sob controle.

 
     
     
 

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo

 
     
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