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  Notícias sobre Saúde  
     
     
 

Entre obesos, mulher tem mais risco de infarto, mostra estudo em SP

 
     
 

Mulheres obesas e cardiopatas (com colesterol elevado, hipertensão ou outros problemas cardíacos) têm dez vezes mais risco de infartar do que homens na mesma condição. A constatação é de um estudo realizado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.

A pesquisa foi coordenada pelo cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do Departamento de Nutrição Clínica do hospital, e envolveu 1.304 pacientes com mais de 18 anos --450 homens e 854 mulheres.

Para chegar aos resultados, todos os pacientes foram avaliados no início do tratamento: mediram o peso, a estatura e a circunferência abdominal e também fizeram exames clínicos para detectar a presença de fatores de risco cardiovascular, como colesterol e pressão altos.

As amostras foram padronizadas pelo método de análise bioestatística chamado Odd Ratio (razão de chances, em inglês) para calcular os riscos.

A comparação estatística aponta ainda que os pacientes obesos (homens e mulheres) correm nove vezes mais risco de sofrer um evento cardiovascular do que os pré-obesos. Mostra também que hipertensos têm o dobro de risco de ter um infarto do que pessoas com pressão arterial controlada.

Segundo Magnoni, um dos dados que chamou a atenção foi que 98% das mulheres avaliadas tinham circunferência abdominal muito elevada (acima de 88 cm), contra 82,7% dos homens (superior a 102 cm). "Isso comprova que as mulheres estão cada vez mais sedentárias e obesas", diz.

Além disso, o estudo também constatou que tanto as mulheres quanto os homens tinham praticamente os mesmos fatores de risco e, mesmo assim, o risco de infarto era superior para elas: 90% das mulheres eram hipertensas, enquanto 86% deles tinham o problema, 37% das mulheres e 42% dos homens tinham diabetes, e 43% dos dois grupos tinham dislipidemias.

"Esse estudo mostra que a alimentação inadequada, rica em açúcares, gordura e sódio, aliada ao sedentarismo, pode ser a fonte primária de elevação do risco cardiovascular. A mudança dos hábitos é fundamental para a prevenção desses problemas", afirma Magnoni.

Marcelo Ferraz Sampaio, cardiologista do hospital Oswaldo Cruz, diz que os resultados refletem o que já era observado nos consultórios. "A mulher obesa e com esses fatores de risco associados é mais suscetível ao infarto porque seu organismo produz menos mecanismos compensatórios para evitar o problema", diz.

Segundo Sampaio, o organismo dos homens consegue formar mais vasos colaterais quando detecta a presença de lesões do que o das mulheres.

 
     
     
  FERNANDA BASSETTE
da Folha de S.Paulo
 
     
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