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  Artigos Escritos  
     
     
 

Obesidade

 
     
     
 

A obesidade vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas, levando esta doença à condição de epidemia global. Além das influências genéticas, seu aumento tem relação direta com a disponibilidade atual de alimentos, com os maus hábitos alimentares, com o sedentarismo e com o conforto e ritmo da vida moderna.

Nos Estados Unidos e Canadá, três em cada quatro habitantes estão acima do peso saudável; já no Brasil, este fato ocorre com metade da população.

Complicações importantes são aumentadas se associadas à obesidade, como o diabetes, a hipertensão, as doenças cardíacas, as osteoartrites, os níveis de gordura no sangue, vários tipos de câncer, entre outras. Por isso tudo, atualmente a obesidade se constitui num dos mais graves problemas, tanto de saúde pública como do ponto de vista médico, representando assim, um desafio para todos os profissionais de saúde.

No dia 02 de março de 2008, foi realizada a 2ª Feira da Saúde do Clube Atlético Valinhense. Naquele evento avaliou-se a composição corporal de noventa e sete indivíduos, 65 mulheres e 32 homens. Dos 32 homens avaliados, verificou-se que 24 (75%) encontravam-se acima do percentual ideal de gordura e 08 (25%) estavam iguais ou abaixo do percentual ideal. Já entre as mulheres, os valores obtidos mostravam que 56 (86,15%) estavam acima do percentual ideal de gordura e 09 (13,85%) estavam iguais ou abaixo do ideal.

Neste ano, na 3ª Feira da Saúde realizada no dia 01 de março, foram avaliados noventa e nove indivíduos na sua composição corporal, 53 mulheres e 46 homens. Dos 46 homens avaliados, 30 (65,21%) encontram-se acima do percentual ideal de gordura e 16 (34,79%) estão iguais ou abaixo do percentual ideal. Nas mulheres, 44 (83%) estão acima do percentual ideal de gordura e 09 (17%) estão iguais ou abaixo do ideal.

Salienta-se, portanto, que os resultados aqui obtidos comprovam a tendência atual da população mundial para a obesidade. Comparando os resultados, podemos observar que houve uma melhora na composição corporal dos homens em relação ao ano anterior. Já as mulheres, não apresentaram alterações significativas nos resultados da análise da composição corporal de um ano para o outro.

No Brasil e no mundo, receitas de dietas fazem sucesso na internet e numa rápida busca encontramos mais de 1.200 resultados sobre este tema. Mas os especialistas recomendam cautela, pois não há evidências científicas sobre a eficácia e segurança dessas dietas, sendo que as mesmas podem provocar sérios distúrbios metabólicos. Dietas adequadas são aquelas hipocalóricas, balanceadas e controladas por endocrinologistas e nutricionistas, as quais são baseadas em evidências científicas. Neste sentido, existe atualmente um consenso em dizer que a perda de peso saudável envolve uma alimentação com pouca ingestão de gorduras e açúcares simples, que a mesma deve ser rica em fibras e a incorporação de exercícios físicos é fundamental.

Hoje a medicina tem pouco a nos oferecer nesta luta inglória para reduzir gordura corporal. Vários medicamentos mostraram-se ineficazes ou apresentaram efeitos colaterais adversos. Recentemente, o medicamento conhecido como a pílula antiobesidade teve sua venda suspensa com menos de um ano de circulação, pois as pesquisas demonstraram que ele pode aumentar o risco de transtornos psiquiátricos graves.

Algumas pesquisas atuais estão direcionadas nas terapias genéticas, mais precisamente no gene batizado com a sigla FTO. Apesar de não saber o papel do gene no organismo, os pesquisadores descobriram que ele está envolvido na determinação do peso da pessoa. Uma variação neste gene pode elevar o risco de uma pessoa se tornar obesa em até 70%. Dessa forma, tal descoberta é a primeira a ligar a obesidade a uma alteração genética.

Se esta tendência da obesidade como epidemia global e a conseqüente proliferação das doenças associadas a ela serão superadas ou mantidas, só o tempo dirá. Como vimos, várias são as frentes de atuações no combate a obesidade e, enquanto a poção mágica não é inventada, não podemos deixar de assumir nosso papel como participantes ativos neste processo, mudando nosso comportamento físico e alimentar.

 
   
  Daniel Simon Neto
   
   
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